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Pós-graduação

Lei que proíbe foie gras reforça avanço do Direito Animal no Brasil

Uma iguaria tradicional da gastronomia francesa acaba de ganhar um novo significado jurídico no Brasil.

Paulo Jalowyj
2 min.
Atual. 29 de out. 2026
Lei que proíbe foie gras reforça avanço do Direito Animal no Brasil

Foi sancionada a Lei nº 15.475/2026, que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais, prática utilizada, por exemplo, na produção do foie gras.

A norma entra em vigor em 180 dias e prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem descumprir a proibição.

Fonte: Agência Senado. Brasil proíbe produção e venda de 'foie gras' feito por alimentação forçada

O bem-estar animal chega à legislação federal

A nova lei representa mais um passo na consolidação do Direito Animal brasileiro.

Ao vedar uma prática amplamente criticada por entidades de proteção animal, o texto reforça a compreensão de que a proteção jurídica dos animais não se limita ao combate aos maus-tratos mais evidentes, mas alcança também métodos de produção que provoquem sofrimento desnecessário.

A proposta foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e aprovada pelo Congresso Nacional com o objetivo de fortalecer a tutela jurídica do bem-estar animal.

Uma mudança que vai além da gastronomia

Embora o foie gras seja o exemplo mais conhecido, a lei possui alcance mais amplo.

O texto proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos mediante alimentação forçada de animais, deslocando o debate do campo gastronômico para uma reflexão sobre os limites éticos da atividade econômica quando confrontada com a proteção da dignidade e do bem-estar animal.

Um movimento que ganha força

A sanção da nova lei não ocorre de forma isolada.

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma expansão significativa da legislação voltada à proteção animal.

A criação do Julho Dourado, os debates no Senado sobre o Estatuto dos Cães e Gatos, a inclusão dos direitos animais nas discussões da reforma do Código Civil e decisões judiciais que reconhecem os animais como sujeitos de direitos demonstram que o tema deixou de ocupar posição periférica na agenda jurídica brasileira.

O Direito Animal passa, cada vez mais, a dialogar com áreas como:

  • Direito Constitucional;
  • Direito Civil;
  • Direito Penal;
  • Direito Administrativo;
  • Direito Ambiental.

Formação para uma área em expansão

As transformações legislativas reforçam a necessidade de formação especializada para os profissionais que atuam ou desejam atuar na área.

Nesse contexto, a Faculdade ESMAFE oferece a Pós-Graduação em Direito Animal, coordenada pelo juiz federal Vicente de Paula Ataíde Junior, um dos principais pesquisadores brasileiros do tema.

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